Feira da Agricultura Familiar voltada para a questão de gênero e para o fomento da autonomia das mulheres sergipanas. Com essas características aconteceu nesta sexta-feira, 15, edição do projeto ‘Feira da Agricultura Familiar’ no município de Neópolis.
A feira teve um diferencial por ter sido articulada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, através do Movimento das Mulheres Camponesas, e está sendo coordenada por 38 mulheres agricultoras que pertencem ao movimento. Atualmente as feiras já acontecem com periodicidade semanal em Ribeirópolis, Boquim, Lagarto. Em Aracaju as edições são quinzenais.
A inauguração contou com a presença da secretária de Estado da Inclusão Social, Eliane Aquino. Nas edições seguintes, a feira acontecerá quinzenalmente, a partir das 7h, na Praça da Orla de Neópolis. Durante a abertura, houve a assinatura do termo de cooperação entre a Prefeitura e o Estado para a execução do projeto.
“Em todos os municípios o apoio da prefeitura é fundamental para realizarmos essa feira com tantos diferenciais. A nossa intenção é melhorar cada vez mais a produção dos agricultores e fazer com que possam cobrar um preço mais justo em suas mercadorias, dispensando a figura do atravessador", disse a secretária.
"É um grande prazer trazer a feira para Neópolis e saber que será comandada por mulheres agricultoras. Buscamos a autonomia das mulheres sergipanas”, acrescentou Eliane Aquino.
Trabalho e autonomia
Com a iniciativa, o Governo do Sergipe e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pretendem remover o atravessador e aumentar o espaço e a renda do agricultor familiar sergipano e, ao mesmo tempo, disponibilizar ferramentas para que os agricultores passem a produzir alimentos de origem agroecológica.
Segundo Marcelo Guedes, prefeito do município de Neópolis, o trabalho para colocar a feira em execução vai valer a pena. "Através da união de esforços o projeto foi realizado em nossa cidade e temos certeza que vamos ser um grande sucesso”, destacou.
A representante do Movimento de Mulheres Camponesas, Sônia Maria Malaquias, ressaltou que as mulheres que integram a feira precisam estar sempre estimuladas e dispostas a colocar o projeto para frente. "Esse é mais um espaço que temos para lutar pelos nossos direitos”.
A opinião foi compartilhada pela representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Neópolis, Rosiane Oliveira. “A execução dessa feira é orgulho pra todas nós que lutamos para colocá-la em prática. Tenho certeza que será um grande sucesso”.
Satisfação
A agricultura Maria Aparacida dos Santos disse que a feira é uma oportunidade para ganhar nossa autonomia. "Fomos convidadas para participar e não pensei duas vezes. É um grande prazer estar aqui”. A colega agricultora, Maria Joelma Pinheiro, concordou. “Adorei a ideia de poder vender meus produtos na feira e ganhar um dinheiro extra para o sustento da minha família”.
As Feiras da Agricultura Familiar fomentam a integração territorial e ajudam a enfrentar e superar a fome, o subemprego, o pouco aproveitamento da capacidade produtiva dos agricultores familiares, além de melhorar a distribuição de renda.
A consumidora Maria José Santos disse estar empolgada com a nova feira do município. “Esse é o primeiro dia da feira e já estou gostando muito dos produtos que são vendidos aqui. Certamente vou voltar outras vezes”.
Ainda participaram do evento Fabiana Tavares, presidente do Icoderus; José Eriberto Pinheiro, representante da Emdagro; Sílvia Peloso, gerente Regional da Caixa Economica Federal; Maria Inês dos Santos, representante da Marcha Mundial da Mulheres; e Carlos Alberto dos Santos, do Centro Dom José Brandão de Castro.
Parceiros
São realizadores do projeto a Seides, MDA, Prefeituras Municipais, Central de Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Sergipe (Centrafes) e Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.
São apoiadores a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), o Projeto Dom Helder Câmara, o Sebrae, o Banco do Estado de Sergipe (Banese), os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, o Banco do Brasil,o Banco do Nordeste,a Caixa Econômica Federal, Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Rural Sustentável (Icoderus), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).