Mudanças para atender necessidades político-administrativas e busca de isenção para o período eleitoral que se aproxima. Estes foram, segundo o governador Marcelo Déda, os principais argumentos para o início da reforma do seu secretariado, cuja primeira posse ocorreu na manhã desta segunda-feira, 7, no Palácio de Veraneio.
Conforme já anunciado pelo próprio governador, Lúcia Falcón volta ao Governo do Estado, assumindo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedurb); Saumíneo Nascimento deixou a presidência do Banco do Estado de Sergipe (Banese), assumindo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedetec). Já o engenheiro Sérgio Ferrari, que respondia pela Sedurb, assumiu a Deso; e a funcionária de carreira, com 32 anos de banco, Vera Lúcia Oliveira, passou a ser a primeira mulher a presidir o Banese em seus 50 anos de existência.
“Além de encampar diversas outras iniciativas, nosso principal objetivo com essas mudanças é preservar a máquina administrativa das paixões da disputa política. Graças a Deus, a marca da nossa presença no Poder Executivo de Sergipe, tanto na prefeitura da capital, quanto no Governo do Estado, foi a de preservar a máquina de qualquer intervenção no pleito. Portanto, para nós, nesse momento, o mais importante foi escolher quadros técnicos”, destacou o governador Marcelo Déda ao iniciar a solenidade.
Continuidade das mudanças
O governador também foi enfático ao afirmar que é sua intenção dar continuidade a esse processo de mudança no secretariado e no segundo escalão, tendo como referência o perfil das escolhas que acabou de realizar. “Sempre buscando essa isenção das disputas eleitorais, vamos buscar quadros com perfil técnico para recompor nossa administração, dando continuidade ao cumprimento das nossas metas de governo”, completou.
Ainda segundo Déda, mesmo com a indicação pontuada pelo perfil técnico, também é exigido de todos os ocupantes de cargos públicos as noções de sensibilidade política. “Não há cargo de secretário de Estado despido de obrigações políticas, seja ele o mais técnico dos cargos, se de livre nomeação do governante, ele é um cargo político e carrega com ele obrigações de natureza política, exigindo compreensão dos programas de governo, dos programas políticos assumidos e, sobretudo, relacionamento exemplar com as instâncias políticas da sociedade, com transparência, respeito e diálogo”, frisou o governador.